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domingo, dezembro 15, 2019
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ARTIGO: Dependência Química, o vilão implacável

Manhã de domingo, um número reduzido compunha o salão amplo, a colaboração do musicista Nilson Coutinho torna o ambiente carinhoso e acolhedor, a palestra a seguir  seria pesada e angustiante todavia necessária; iríamos ouvir informações importante de como o organismo reage às drogas.

Ali a modesta platéia composta por dependentes químicos em recuperação, familiares e alguns curiosos ouviam interessados um pouco mais sobre esta falsa  felicidade destruidora de sonhos.

Com o olhar atento eu via ali pessoas que passam pelo problema direta ou indiretamente; pessoas que compreende que o conhecimento é a única arma disponível e graças a globalização tudo está disponível nas redes,  todo o tipo de informação, imagino que graças a isto, esta geração tenha maior chance de sobreviver ao canto da serea e não incorrer no risco de se afogar nas águas turbulentas da ilusão química.

Na internet vemos inúmeros vídeos e fotos de famosos que tiveram suas vidas destruídas por conta do uso destas substâncias nocivas, são tristes relatos, mais existem os incontáveis anônimos, quantos morrem e a família muitas vezes omite que a morte prematura de seus entes queridos foi provocada pela dependência química? Vemos estarrecidos pais  órfãos de filhos e filhos órfãos de pais e essa orfandade infelizmente ocorre ainda em vida.

O palestrante expunha de forma simples e ao mesmo tempo complexa como o cérebro reage a substância tão destruidora Ele,  um dependente químico em tratamento, sem usar a substância há 28 anos dizia… “consciência é vida; somos 10% consciência e 90% fisiológico o agravante é que  estudos mostram que a grande maioria aderem ao uso dessas substância ainda na adolescência; então a prevenção é a arma mais importante contra este terrível vilão.

Quando começar a ensinar nossos filhos a se prevenir?  Na minha humilde opinião desde o momento que ele possa compreender minimamente como é importante valorizar a vida, devemos ensiná-los a lidar com suas tantas inseguranças; dentre elas a timidez, devemos  ensiná-los a encarar a vida e seus tantos desafios, mas não fazer isto a fim de ir na frente retirando as pedras e obstáculos de seus caminhos, mas ensinando-os que eles próprios têm força e capacidade para fazê-lo.

Outro dia, fui ao shopping almoçar com uma amiga, observei que em uma mesa próxima a nossa havia uma família composta de pai, mãe e um casal de filhos ainda na pré adolescência, cada qual com seu celular na mão; não os invejei de forma alguma, pois  nunca vi pessoas tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes, e isto ocorre o tempo todo e lamentavelmente ocorre dentro de lares no mundo todo, a “Indiferença”; e embora hoje tenhamos acesso a informação; a indiferença será o gatilho destruidor de vidas.

Enquanto isto;  palestrantes como José Carlos Marcondes Arantes, Alexandre Araujo, Jaci Gonçalves de Almeida e tantos outros seguem na luta, são pessoas que viveram na pele a angústia dolorosa da dependência química; são pessoas que seguem no tratamento, pessoas que se doam para nos dizer que é possível se libertar destas grossas correntes que limitam nosso caminhar e tentam destruir  nossas possibilidades. Às vezes parece não haver esperança; mas aí eu vislumbro a minha frente em uma manhã fria de domingo; pessoas ávidas por conhecimento; compreendo então que nada é impossível, impossível basta querer.

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