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segunda-feira, fevereiro 18, 2019
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Em 2018, SAMU Regional Oeste registrou mais de 8 mil trotes telefônicos

Prática pode colocar vida de pacientes em risco; alta em um ano foi de 71,8%

Cada ligação recebida pelo SAMU Regional Oeste (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) – unidade com sede em Itapevi – pode salvar uma vida em risco, mas parece que uma parcela da população não pensa nisso ao passar trotes telefônicos.

De acordo com um levantamento realizado pelo SAMU Itapevi, em 2018 foram registrados 8.459 trotes, contra 4.921 em 2017 – uma alta de 71,8% em apenas um ano.

“Cada vez que uma ambulância composta por profissionais capacitados em salvar vidas sai para atender um trote, temos alguém que ficou sem atendimento, que poderá sofrer as consequências”, diz Juliana Petrin, coordenadora do SAMU Regional Oeste. “Essa pessoa que fica sem auxílio médico pode ser até mesmo um familiar seu”, afirma.

Segundo um estudo publicado em 2015 pela Senado Federal, os prejuízos causados pela prática do trote telefônico somam mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos todos os anos. O levantamento foi feito com base em pesquisas realizadas por profissionais do SAMU do Distrito Federal.

Passar trote telefônico é crime

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o ato do trote telefônico é uma infração penal em todas as situações, sejam ligações particulares ou para autoridades públicas. A ação pode ser considerada desde uma contravenção, até um crime efetivamente.

Os trotes contra autoridades são aqueles aplicados aos números públicos e que geram a atuação governamental mediante fornecimento de informações falsas. Este tipo de trote está previsto especificamente em sua norma formal no código penal, com pena de detenção, iniciando-se com a possibilidade de regime semiaberto, ou multa entre um e seis meses.

Neste caso, a conduta é definida no artigo 340, do Código Penal Brasileiro, que trata da comunicação de fato falso para autoridades. Passar trote telefônico é crime, com investigação e julgamento penal.

Ações para combater o trote

Periodicamente, o SAMU Regional Oeste realiza palestras em escolas, empresas e eventos em praças públicas para conscientização da população. Em 2018, o SAMU realizou a capacitação de 600 crianças com faixa etária de 9 a 11 anos nas escolas, com o projeto “Samuzinho nas Escolas”, conscientizando sobre a questão do trote e ensinando primeiros-socorros. O projeto será retomado neste ano nas escolas com o início do ano letivo, em fevereiro.

Atendimento do SAMU

O Serviço (Avenida José Michelotti, 400 – Cidade Saúde) funciona 24 horas. O telefone para emergência é 192 e o atendimento administrativo é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelos telefones 4143-8200 ou 4143-8203.

O SAMU está qualificado para atender chamados de urgência, como infarto agudo do miocárdio, queda de altura de mais de três metros, acidente de trânsito, tentativa de suicídio, gestante em trabalho de parto, engasgo, crises convulsivas, parada cardiorrespiratória, acidentes de transito, vítimas de ferimento por arma branca ou por arma de fogo, dentre outros.

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