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Saúde

Secretaria de Saúde de Osasco intensifica combate à leptospirose

Sex, 25 de Janeiro de 2013 14:33

042 - Romulo Fasanaro Filho


De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Osasco, o período de intensas chuvas aliado ao verão proporciona um ambiente favorável à proliferação de ratos e ratazanas e, consequentemente, há aumento do risco de contaminação pela bactéria presente na urina desses animais. Por este motivo, a unidade está adotando ações mais intensas de combate e controle da população de roedores, por meio de medidas como desratização de bocas de lobo, ruas e avenidas, áreas vulneráveis, margens dos córregos e rios da cidade, bem como em órgãos públicos em todo município.

 

De acordo com o médico e secretário de saúde de Osasco, Dr. José Amando Mota, as atividades são permanentes e sistemáticas durante todo o período de chuva. “O controle da leptospirose é baseado em medidas voltadas ao agente transmissor, à pessoa vulnerável e aos reservatórios animais. As ações são representadas principalmente pelo trabalho de educação em saúde, por medidas preventivas relativas ao manejo ambiental e ao combate à proliferação de ratos”, destaca.

 

Outra medida importante para evitar o contágio é filtrar e ferver a água por três minutos antes de ser consumida, orienta o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, Fábio de Souza Cardoso. “É importante não consumir alimentos com cheiro, cor ou aspecto fora do normal (úmidos, mofados ou murchos), comida contaminada pode causar diarreia, vômitos, febre e, em casos mais graves, até levar à morte”, observa o coordenador.

 

Sintomas

Os principais sintomas são vômito, dor de cabeça, calafrios, febre elevada, fraqueza, dores musculares (barriga da perna), coloração amarelada da pele, hemorragia na pele e mucosas e alteração do volume urinário. Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à situação de risco. Se houver contato com água, lama de enchente ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo máximo para o surgimento de sinais da doença.

 

Ao identificar os sintomas, deve-se procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima. Não se automedique, apenas o médico pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado.

 

Cuidados

A Secretaria de Saúde de Osasco recomenda alguns cuidados básicos para a população que vive em locais afetadas por enchentes. Entre as quais:

- Evitar ao máximo o contato com água suja ou lama proveniente de enchentes, esgoto ou empoçada em terrenos baldios, quintais, ou margem de córregos;

- Se o contato for imprescindível, usar botas e luvas de borracha. Na falta destes, utilizar sacos plásticos duplos presos nas mãos e nos pés;

- Impedir que crianças nadem ou brinquem nas águas de enchentes;

- Lavar o chão, paredes, objetos caseiros e roupas atingidas pela enchente, com sabão e água sanitária (cloro – 1 copo para um balde de 20 litros de água);

- Jogar fora os alimentos e remédios que foram molhados;

- Esvaziar e higienizar a caixa d´água se esta for invadida pela água da enchente. Esfregar as paredes com escova e pano limpo. Colocar 1 litro de água sanitária (cloro) para cada 1.000 litros de água. Deixar 2 horas e esvaziar. 


Escrito por: Redação

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